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Bill Finger



País de nascimento: Estados Unidos da América
8 de fevereiro de 1914
18 de janeiro de 1974

Lista de revistas com trabalhos de Bill Finger
Veja lista detalhada dos trabalhos


Bill Finger é mais conhecido como o co-criador de “Batman”, o Homem-Morcego, juntamente com Bob Kane. Este último fez o esboço do personagem, o qual Finger deu várias sugestões. Finger também escreveu a primeira história de Batman, enquanto Kane ilustrou-a. O desenhista foi o único a receber os créditos pela criação do personagem, pois apresentou sozinho a proposta para os editores da DC Comics.

Finger escreveria a maioria das histórias iniciais do Batman (revezando-as com Gardner Fox), criando o “Coringa” e vários outros vilões. Ele também é creditado pela invenção do “Batmóvel” e por ter dado nome à “Gotham City”.

O escritor esteve, na verdade, ligado a “Batman” por cerca de 30 anos. Em 1946, por exemplo, ele e Kane vieram com a idéia daquele robô-dinossauro que virou troféu do herói em sua Bat-Caverna. No ano seguinte, a dupla incluiu na sala de troféus do herói aquela moeda gigante de um cent. Finger e Kane estavam enriquecendo (propositalmente ou não) a mitologia da historieta. Mas devido às práticas editoriais da DC na época, todas as histórias foram publicadas como sendo unicamente de autoria de Bob Kane.

Os anos 50 chegaram com Finger atuando ativamente em “Batman”, “Superman” e outros personagens da DC. É nessa fase que seus roteiros caíram de qualidade, inclusive com erros crassos. Mas ainda assim rendiam bons momentos. Em 1951 o roteirista bolou uma origem para o Coringa, o palhaço do crime inimigo do Cruzado Embuçado. Três anos depois, explicou como surgiu a Bat-Caverna (em 1948 ele, em parceria com o artista Jim Mooney, já tinham bolado a planta do famoso esconderijo subterrâneo). Em 1956, revisitou a origem da série, acrescentando alguns detalhes, como o fato do pai do herói ter sido um “Homem-Morcego” antes dele. E chegou a escrever para a série de TV dos anos 60.

Até a sua morte em 1974, ele nunca obteve o reconhecimento merecido, e tornou-se sinônimo (“fingered”) na indústria de quadrinhos quando se quer dizer que o autor não recebeu nenhum crédito por sua história.

Bill Finger foi homenageado postumamente ao ganhar o Prémio Will Eisner e um lugar no “Jack Kirby Hall of Fame”.



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