Homem de Ferro



Nome: Anthony "Tony" Edward Stark
Nome original: Iron Man
Licenciador: Marvel Comics
País de origem: Estados Unidos da América
Criado por: Don Heck, Jack Kirby, Larry Lieber, Stan Lee

Lista de revistas com participação de Homem de Ferro

    Primeira aparição no:
  • País de origem
    Tales of Suspense (1959)  n° 39 - Marvel Comics
  • Brasil
    Homem de Ferro e Capitão América (Capitão Z)  n° 0 - Ebal
Na trama, o industrial e inventor Tony Stark (de acordo com Larry Lieber, um dos roteiristas, o nome Tony Stark foi idéia sua) inventou um traje especial para fugir de um campo de prisioneiros. Ele fora levado para lá após ser capturado no Vietnã. Os comunistas sabiam com quem era ele e o obrigaram a construir uma nova arma. Porém, Stark tinha outros planos. Mesmo com a saúde debilitada, devido a um estilhaço de granada que se alojara perto de seu coração, ele trabalhou naquilo que seria a primeira armadura do Homem de Ferro. Tão logo ficou pronta, Stark a usou para fugir do campo de prisioneiros. As primeiras versões da armadura tinham um gerador magnético que mantinha o estilhaço da granada afastado do coração de Stark. Mas o problema só se resolveria por completo com um transplante de coração.

Da mesma maneira que aconteceu na série de “Thor”, com o tempo o nome de Lieber sumiria dos créditos e o roteirista Stan Lee assinaria sozinho a historieta. De acordo com ele, “era de praxe eu mostrar primeiro o conteúdo a Martin [Goodman, o editor-chefe] e, como era de se esperar, ele disse: ‘Você está louco’. Mesmo assim eu fui em frente com a minha idéia de tornar um personagem com uma temática tão antipática em um grande sucesso”. Jack Kirby e Don Heck, os desenhistas, também se afastariam da série, mas com o segundo retornando tempos depois.

Com o traje cada vez mais aperfeiçoado, Stark passou a atuar como super-herói, combatendo toda sorte de inimigos da América. No começo, para ninguém desconfiar, espalhou o boato de que o Homem de Ferro era seu guarda-costas. Na versão original, Stark colaborava com o Exército americano, desenvolvendo armas e maquinários. Seus inimigos freqüentes eram os comunistas, como o Dínamo Escarlate e o primeiro Homem de Titânio, ou agentes como a Viúva Negra e o Espião Mestre.

A primeira versão da armadura era bem mais rude, cinzenta e com traços pouco anatômicos (o elmo se ligava diretamente ao tronco, sem um “pescoço” metálico entre eles). A parte toráxica era fixa, devido ao problema no coração (depois foi retirada). Na verdade, a primeira armadura lembrava a de um antigo super-herói da editora Quality, “Bozo, o Homem de Ferro” (1939).

A armadura era baseada na então recente tecnologia dos transistores. A maior arma era o “raio repulsor”, expelido das palmas das luvas. De acordo com Lee, logo depois das primeiras HQs, ele ouviu opinião de algumas empregadas da Marvel e resolveu tornar a aparência do herói mais agradável: mudou a cor da armadura para dourado. E, a partir do n° 48 de “Tales of Suspense” (dez. 1963), a armadura ficou mais anatômica, com a cor mudada para vermelho e dourado (curiosamente, as cores de outro super-herói metálico, “Flexo”, que aparecia nos gibis da própria Marvel nos anos 40). As constantes inovações tecnológicas fizeram com que o traje fosse sempre modificado, principalmente na aparência. Dos transistores, ele se baseia agora em chips e nanotecnologia. Várias versões foram criadas para situações específicas (e também para vender bonequinhos e memorabilia), como uma versão espacial, uma submarina e outras para fins de espionagem. Em 2005, a armadura já estava em sua 49ª versão, apesar de que muitas das versões anteriores apresentavam apenas pequenas alterações.

O herói também estrelou um longa (2008) para o cinema, com Robert Downey Jr. no papel principal. O ator repetiu o papel de Stark no final do filme “O Incrível Hulk”, daquele mesmo ano. A ponta ficou como “gancho” para o filme de “Os Vingadores” (reunindo Homem de Ferro, Hulk e outros heróis numa mesma aventura). E, ainda, veio duas seqüencias do primeiro filme, “Homem de Ferro 2” e “3”.

Notas e fontes —
“Alter Ego” n° 74, 2007


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