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Jim Steranko



País de nascimento: Estados Unidos da América
8 de novembro de 1938

Lista de revistas com trabalhos de Jim Steranko
Veja lista detalhada dos trabalhos


James (“Jim”) Steranko é ilustrador de HQs, escritor, historiador e autor, nascido em Reading, Pensilvânia, Estados Unidos. Seus trabalhos mais famosos nos quadrinhos foram realizados nos anos 60: desenhou “Nick Fury, agente da S.H.I.E.L.D.” para a editora Marvel (série iniciada na revista “Strange Tales” e depois em título próprio do personagem). Steranko foi reconhecido pelas inovações que trouxe à arte sequencial durante a Era de Prata dos quadrinhos, introduzindo elementos do surrealismo, “pop art”, e design gráfico. Ele ganhou o prêmio Will Eisner em 2006. De acordo com sua biografia autorizada, os avós de Steranko emigraram da Ucrânia e se estabeleceram na Pensilvânia. O pai começou a trabalhar em minas aos 10 anos de idade e se tornou ferreiro quando adulto. A infância de Steranko transcorreu na época da Grande Depressão. Seu pai e cinco tios tinham talento para a música e formaram uma banda nos anos 30, que tocou na rádio local. Steranko começou a desenhar muito jovem. Ele estudou as HQs dominicais e as tiras diárias, principalmente as que traziam a arte de Milton Caniff, Alex Raymond, Hal Foster e Chester Gould. Seus tios lhe davam gibis de Disney e “Superman”. Durante a adolescência, em férias escolares, se apresentou em circos, em números de mágica que aprendera com seu pai. Na escola, participou da equipe de ginástica. Depois lutaria boxe e esgrima. Aos 17, foi preso por roubar carros. Roubou também armas pesadas e foi até assaltante.

O grupo de rock Bill Haley and his Comets iniciou sua carreira na vizinha Filadélfia, Pensilvânia, e Steranko, que aos 20 anos de idade tocava guitarra, tornou-se amigo do guitarrista de Haley, Frank Beecher. Nessa época, Steranko trabalhava como artista durante o dia para uma gráfica de Reading, criando e desenhado panfletos para os clube de dança, enquanto à noite se apresentava como músico.

Em 1965, Steranko tentou ingressar na editora Marvel e fora recusado. Mas, no mesmo ano, teve melhor sorte com o editor Joe Simon, da editora Harvey. Simon foi contratado para criar uma linha de super-heróis para a Harvey, que, na época, era conhecida apenas por seus personagens infantis, como “Gasparzinho”. Para Simon, Steranko criou os heróis “Spyman”, “Magicmaster” e “Gladiador”. Ele mostrou seu “Secret Agent X” para a Paramount, como projeto de animação para a TV. Não seria a primeira vez que Steranko se relacionava com um estúdio cinematográfico: George Lucas o contratou para criar os desenhos de produção de “Os caçadores da Arca perdida”, que ajudam a pré-visualizar o filme.

Steranko afinal conseguiu marcar uma entrevista com o editor da Marvel, Stan Lee, em 1966. Steranko arte-finalizou, como teste, duas páginas de Jack Kirby para “Nick Fury” (essa ilustração foi publicada pela primeira vez em 1970, pela Supergraphics, numa edição limitada do “Steranko Portfolio One”). Já contratado pela Marvel, desenhou inicialmente 12 páginas da série “Nick Fury”, criada originalmente por Lee e Kirby, que trouxe as inventivas parafernálias eletrônicas e equipamentos como o Helicarrier (porta-aviões aéreo) — um dirigível da organização S.H.I.E.L.D. — além dos andróides LMDs e automóveis com airbags. A organização terrorista Hidra também surgiu nessas HQs.

Steranko começou a auxiliar Kirby em “Strange Tales” n° 151 (dezembro de 1966). Também fez as capas de “Nick Fury” e, raro entre os artistas, começou a escrever as HQs a partir do número 155. A combinação de referências e de arte deslumbrante, quase matematicamente perfeita, traía certo distanciamento emocional. Mas a obra de Steranko nunca caiu no humor afetado; tampouco vendeu absurdamente. Para um público fiel composto de tecnófilos, maconheiros e estudantes de arte, “Nick Fury, agente da S.H.I.E.L.D.” era o ápice de arte dos quadrinhos. Mas apesar de algumas participações especiais simbólicas do Capitão América, logo no início, o mundo de Steranko existia praticamente à parte, vedado de tudo o mais.



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