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Tocha Humana I



Nome: Jim Hammond
Nome original: Human Torch
Licenciador: Marvel Comics
País de origem: Estados Unidos da América
Criado por: Carl Burgos

Lista de revistas com participação de Tocha Humana I

    Primeira aparição no:
  • País de origem
    Marvel Comics (1939)  n° 1 - Timely Publications
  • Brasil
    Gibi  n° 168 - O Globo
Um dos maiores ícones da Era de Ouro dos quadrinhos, o Tocha Humana original surgiu em Marvel Comics nº 1, datado de outubro de 1939, criado pelo estúdio Funnies Inc. No Brasil, fez sua estreia no ano seguinte, na revista Gibi Mensal.

Na história, o herói era um androide criado pelo professor Phineas Horton, dotado de uma peculiaridade perigosa: ao entrar em contato com o oxigênio, seu corpo se incendiava espontaneamente — origem direta de seu nome. Décadas depois, a Marvel acrescentaria um novo elemento à sua mitologia ao revelar que a tecnologia de Horton teria sido inspirada em conhecimentos vindos do futuro, ligados a Kang, o Conquistador, um dos maiores vilões dos Vingadores.

Com o passar das edições, o Tocha assumiu o papel clássico de combatente do crime: enfrentava desde invasores alienígenas até criminosos comuns. Seguindo a fórmula popularizada por Superman, recebeu uma identidade civil — Jim Hammond — e passou a atuar como policial durante o dia. Na Segunda Guerra Mundial, tornou-se um dos principais heróis do front, e ainda apareceu em histórias ambientadas na Guerra da Coreia, nos anos 50.

Como muitos heróis da época, ganhou um parceiro juvenil: Centelha. Apresentado inicialmente como um garoto com poderes derivados de radiação, mais tarde foi explicado que ele era filho de cientistas nucleares ligados ao projeto de Horton, o que o tornaria, retroativamente, um dos primeiros mutantes do Universo Marvel.

Direitos, reformulações e o retorno nos anos 60

No início, a Marvel precisava pagar à Funnies Inc. pelos direitos de uso do personagem, mas logo firmou um acordo que garantiu sua utilização por décadas. Em 1961, surgiu um novo Tocha Humana — Johnny Storm, do Quarteto Fantástico — uma maneira de atualizar o conceito para a Era de Prata dos quadrinhos, mantendo viva a marca do herói flamejante.

Já nos anos 70, a Marvel decidiu resgatar o Tocha original e Centelha em histórias ambientadas novamente na Segunda Guerra, reunindo-os com Capitão América e Namor no grupo Os Invasores, evitando conflitos cronológicos com o Tocha moderno.

Em 1966, o androide foi trazido definitivamente para o presente em uma trama que o colocou contra o Quarteto Fantástico, manipulado pelo vilão Pensador Louco. A partir daí, começaram as especulações sobre sua ligação com outro personagem famoso: o Visão, dos Vingadores.

Durante anos, os leitores acreditaram que o Visão fosse o próprio Tocha Humana reconstruído. Histórias escritas por Roy Thomas revelaram que o corpo do Tocha teria sido encontrado pelo vilão Ultron 5 e modificado para criar o sintozoide. Mais tarde, porém, essa versão foi corrigida: o corpo do Visão seria, na verdade, outro protótipo criado por Horton, e não o Tocha original.

Essa complexa reformulação teve início com ideias do artista Neal Adams e foi desenvolvida nos números 133 a 135 de Avengers, consolidando a separação definitiva entre os dois personagens.

Em uma história dos anos 60, Namor enfrenta o que parece ser o Tocha original, revivendo os confrontos da década de 40. No entanto, descobre-se que o adversário era, na verdade, Centelha, manipulado por um vilão. O jovem acaba se sacrificando para salvar vidas, encerrando tragicamente sua trajetória.

A possibilidade do retorno do Tocha foi retomada em What If...? nº 4 (1977), que sugeriu a existência de outro androide de Horton, Adam II, abrindo espaço para que o verdadeiro Tocha voltasse à ativa. Essa ideia foi concretizada por John Byrne, que trouxe o herói de volta nos Vingadores da Costa Oeste.

O Tocha Humana original atuou com a equipe por diversas edições até perder seus poderes de forma definitiva ao realizar um ato heroico: sacrificou sua chama vital para salvar a vida de Spitfire, em uma história publicada nos anos 90 na revista Namor.


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