Helcio de Carvalho



País de nascimento: Brasil

Lista de revistas com trabalhos de Helcio de Carvalho
Veja lista detalhada dos trabalhos


Editor de quadrinhos e empresário (produtor de video e um dos donos do estúdio Artecômix — mais tarde, "Art & Comics"), responsável direto pelas revistas Marvel/Abril entre 1979 e 1986.

O pai de Hélcio foi gerente da Gráfica Bentivegna e na infância, ele pretendia ser ilustrador de histórias em quadrinhos. (ver http://web.archive.org/web/20080920043041/http://web.hotsitepanini.com.br/wizmania/?p=166)

Conforme explica Gonçalo Junior no álbum "Marvel: 40 anos no Brasil" (2007):

“A partir de 1979, os 28 anos seguintes da história da Marvel no Brasil estariam atrelados, de maneira direta ou indireta, ao nome do editor Hélcio de Carvalho. Uma relação que começou, na verdade, quando ele tinha 13 anos de idade, em 1967, no momento em que viu um anúncio na TV Bandeirantes incitando a garotada a pedir aos pais que corressem até os postos Shell para comprar os gibis da Marvel. Ele mesmo correu para comprá-los antes que acabassem.

Desde então, um nome o marcaria para sempre: Stan Lee. ‘Esse era o cara.’ E sua vida tomou outro rumo. Hélcio ficou tão encantado com o que viu nas páginas dos super-heróis Marvel – ainda que, na época, fosse leitor de ‘Super-Homem’ e ‘Batman’ – que resolveu ser desenhista. Também aperfeiçoou seu inglês para ler Homem-Aranha e companhia no original.

Quatro anos depois, em 1971, quando sentiu que tinha um traço seguro, Hélcio procurou Waldyr Igayara de Souza, então diretor editorial da Divisão Infantil da Editora Abril. Mostrou seu portfólio e disse que queria desenhar super-heróis. Como a editora não publicava nenhuma revista nessa linha, foi convidado a ser colorista ‘free lance’ das publicações Disney – função que ocupou enquanto fazia faculdade de Publicidade.”

Em abril de 1979, o então coordenador de redação Dorival Vitor Lopes — o mesmo que anos mais tarde se tornaria sócio de Hélcio na criação da Art & Comics — conhecendo a paixão do rapaz pelos heróis Marvel, convidou-o para ser seu assistente na edição das novas revistas. “A resposta foi: ‘Não, obrigado’. Dias depois, Hélcio recebeu um ultimato do então diretor de Redação Eduardo Octaviano: ou virava editor do Capitão América, Mestre do Kung Fu, Surfista Prateado e cia., ou perderia o trabalho de tradutor de Pica-Pau, Luluzinha etc. Afinal, ninguém na editora conhecia um candidato mais preparado para cuidar daqueles seres fantasiados. Era a Marvel que chegava à Abril, onde ficaria por 23 anos.”

Apesar de ser o “candidato mais preparado para cuidar daqueles seres fantasiados”, muitos fãs reclamam dos cortes e remontagens das páginas dos quadrinhos que ele e seus colegas faziam nos gibis.

A partir de 1986, Helcio de Carvalho deixou a Abril, mas manteve-se como consultor da editora durante alguns meses. Foi nesse período que montou, em parceria com Jotapê Martins, um estúdio de terceirização, o Artecômix ("Art & Comics", a partir de 1990).

Em 1997, junto com seu antigo chefe na Abril, Dorival Vitor Lopes (então seu novo sócio na Art & Comics — Jotapê já tinha saído), fundou uma segunda empresa, a Mythos Editora.

No ano seguinte, o Art & Comics parou de prestar serviço para seu principal cliente, a editora Abril, por conflito de interesses entre as duas empresas.

Foi então que, pouco tempo depois, em 2001, Helcio foi contatado pela Panini para comandar os novos títulos Marvel, que a editora tinha tomado da Abril. Assim, em janeiro de 2002, menos de um mês depois do fim do reinado da Abril, foram lançadas as duas primeiras revistas da Marvel/Panini, sob a supervisão de Helcio: "X-Men" e "Homem-Aranha".


Notas e fontes —
http://www.texbr.com/portrasdopano/mythos/dorivalvitorlopes_a.htm


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