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Franco de Rosa



País de nascimento: Brasil
1956

Lista de revistas com trabalhos de Franco de Rosa


Desenhista, editor e roteirista de HQs, Francisco (“Franco”) Paulo de Rosa nasceu na cidade de São Paulo, filho de um jogador de futebol profissional. Por conta da profissão do pai, sua família morou em mais de 20 cidades diferentes entre 1956-70, mudando constantemente entre São Paulo e Paraná.

Em 1967, aos 11 anos, Franco conheceu os gibis da editora Edrel. Por meio deles, tomou contato com o trabalho do editor Minami Keizi, que depois se tornaria um grande amigo.

Em 1971, já em SP, alguns amigos de ginásio o convidaram para criar um jornal do grêmio estudantil. Além de desenhar, ele também ficou responsável pela parte gráfica e precisou aprender a operar mimeógrafo. Junto com um colega de classe, produziu seu primeiro fanzine, o “Frama” (1971), com apenas 15 anos.

Um ano depois descobria o Clube do Gibi (a primeira loja especializada do país), de Ademario de Mattos, conhecendo futuros grandes talentos como Seabra (com quem produziu o “Boletim do Gibi”), Paiva, Moretti e também os já veteranos Mauricio, Gedeone e Moya.

Entre 1972-74, Franco procurou trabalho em praticamente todas as editoras paulistanas de HQs, sem sucesso. Então começou a estudar desenho por conta, até conseguir trabalho com “O Praça Atrapalhado” para a Saber. Na mesma época, criou junto com Paulo Paiva o jogador de futebol Maloca, trabalho nunca publicado. Mais tarde, Maloca virou o “Maciota”, feito só por Paiva.

Em 1974 novamente se juntou a Seabra e criaram as tiras do “Capitão Caatinga”, que ofereceram ao jornal “Notícias Populares” que aceitou publicá-la. A tira estreiou em julho de 1974 e durou até 1978.

A partir de 1975, Franco fez HQs para o suplemento de quadrinhos da “Folha de S. Paulo”. Paralelamente, ofereceu uma tira de humor, “Chucrutz”, ao “N.P.”, que logo foi aprovada. A partir de 1976, começou “A Infiel”, HQ que incursionava no erótico.

No final dos anos 70, após tentativa frustrada de criar uma agência distribuidora de tiras para jornais, começa a colaborar com a Ebal, graças a Wagner Augusto. Na época, já desenhava “Chucrutz” para alguns jornais e “Praça Atrapalhado”, além das vinhetas do programa da Ana Maria Braga. Na Ebal participou, até 1982, de seis edições da “Klik” e três da “Gripho”. Ao mesmo tempo, também pela editora carioca, desenhou 20 edições de “Zorro Capa e Espada” (com Seabra).

Naquela época, mais especificamente em 1979, seu amigo Ataide Brás veio de Curitiba e comentou sobre a editora paranaense Grafipar. Após contatar a empresa, Franco produziu uma HQ para a revista “Personal” n° 23. Foi o início de uma parceria em que ele e Seabra publicaram regularmente na Grafipar, a ponto de mudar-se para Curitiba em 1981. Dois anos depois, uma crise da indústria papeleira encareceu os custos da produção, levando a editora à falência.

Com o fim da Grafipar, voltou para SP, se juntando a Paulo Paiva para criar a Press Editorial em 1983. Cláudio Seto, chefe dos gibis da Grafipar, já vinha há algum tempo incentivando Franco a editar, mas foi apenas na Press que ele assumiu a função oficialmente. No ano seguinte, Franco manteve uma coluna de HQ na “Folha da Tarde” (onde também foi letrista da coluna).

Em 1991, após passagem pela Best, passou a editar na Nova Sampa. Lá, Franco deu a idéia que originou, em 1994, a “Herói”, revista de reportagens juvenis.

Junto com amigos, fundou a Mythos em 1997. Em 1998, após sofrer uma tentativa de sequestro, mudou-se para Vinhedo, no interior de SP. Com problemas de saúde, decidiu sair da Mythos e começou a trabalhar para a Escala. Em 1999, junto com Carlos Mann, criou a Opera Graphica, que encerrou as atividades 10 anos depois.


Notas e fontes —
“Mundo dos Super-Heróis” 22, 2010;
http://www.operagraphica.com.br
Worney de Souza, em “Seleções do Quadrix”



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