Edmundo Rodrigues



País de nascimento: Brasil
10 de janeiro de 1935
10 de setembro de 2012

Lista de revistas com trabalhos de Edmundo Rodrigues


Desenhista e editor de HQs. Manoel Edmundo Botelho Rodrigues nasceu no estado do Pará, onde permaneceu até os cinco anos, quando imigrou para o Rio.

Dos 14 aos 17 anos, desenha, para a editora O Tico-Tico, do Rio, o personagem João Charuto, sobre um português pobre que vem para o Brasil.

Em 1950, ainda no Rio, colabora com a revista "Sesinho" (RJ), desenhando a série "Lendas Brasileiras" durante dois anos.

Em 1952, colabora com a revista "Vida Juvenil", da carioca Vida Doméstica, produzindo HQs sobre o descobrimento do Brasil e "Aventuras de Armando".

Aos 19 anos, deixa "O Tico-Tico" e vai para a Rio Gráfica. Alí, em 1959, desenha "Jerônimo, o Herói do Sertão", que alcançou grande popularidade. O personagem era criação radiofônica de Moysés Weltman, com quem Edmundo formaria parceria mais tarde, em outros projetos. Paralelo ao "Jerônimo", o desenhista fez "Chico e Chica" (entre 1960-62, para a Revista do Rádio Editora) e "Falcão Negro" (para a Editora Garimar).

Em 1963, faz "Antar", para a Editormex (editora mexicano-brasileira), uma cópia do Tarzan.

Em 1967, imigra para o bairro Aclimação, em São Paulo, onde começa a trabalhar para diversas editoras. Em 1971, faz HQs de terror para a La Selva.

Após esse período em São Paulo, Edmundo retorna ao Rio, onde faz, em 1974, o gibi “Os Defensores” da editora Gorrión. No ano seguinte, passa a editar, ao lado de Moysés Weltman, os super-heróis Marvel na Bloch. Segundo o pesquisador Gonçalo Junior, “Para cuidar de suas publicações, Adolfo Bloch designou a dupla Moysés Weltman e Edmundo Rodrigues, a mesma que levara para os quadrinhos (RGE), a partir de 1959, as aventuras radiofônicas de ‘Jerônimo, o Herói do Sertão’, um mocinho americanizado que vivia na caatinga nordestina, criado por Weltman. Edmundo recorda que ele e Moysés foram avisados de que iriam editar quadrinhos e ficaram encarregados de criar um departamento para isso.”

Edmundo ficou na Bloch até o final de 1993.

- Antônio Luiz Ribeiro



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