Taika


Títulos publicados pela Taika
A editora tem 75 títulos cadastrados no site, somando 574 edições no total.

"Taika" foi o nome adotado pela antiga editora "Outubro", em 1966, e existiu até 1978 (e não 1976, como informam algumas fontes).

Em 1959 foi criada a Continental (que tempos depois seria rebatizada como Outubro), editora que só publicava HQs de autores nacionais. Fatores como briga entre os sócios, porém, acabaram com a empresa. O último gibi lançado com o selo Outubro chamou-se “Páginas Sinistras”, em 1966. Os sócios que assumiram a empresa com a saída da velha guarda foram obrigados a mudar o nome dela para “Editora Taika Ltda.” por causa da vitória da Abril na Justiça, que alegava ser proprietária de todos os meses do ano para nomes de editoras. O grupo liderado por Eli Lacerda e Manoel César Cassoli deu o nome de Taika em homenagem à filha de Lacerda. E manteve a tradição de publicar apenas HQB. Até o começo dos anos 70, a Taika preservou no alto de suas capas a tarja verde e amarela com a frase “Totalmente escrita e desenhada no Brasil”. Para a direção artística foi contratado, a principio, o artista Rodolfo Zalla.

Com sede no bairro paulista da Liberdade, a Taika começou os anos 70 ainda vendendo alguns títulos muito bem, caso de Drácula, mas recorrendo cada vez mais a reprises. As vendas foram caindo paulatinamente e a apresentação gráfica das revistas começou a destoar das concorrentes. As revistas da Taika estavam entre as mais pobres e feias, apesar de não serem as mais baratas. Em setembro de 1976, com o lançamento de “Kripta” (com “K”), da RGE, o terror voltou a ser um grande negócio editorial e quase todas as editoras lançaram revistas do gênero, em formatos dos mais diversos. A Taika através do selo “Edital”, tentou o sucesso lançando cinco álbuns luxuosos de Nico Rosso. Eles desapareceram em meio à enxurrada de títulos das bancas. Certamente venderiam bem em gibiterias e lojas especializadas, pontos de venda que não existiam ainda.

A Taika ainda durou mais dois anos até fechar de vez, em 1978.

Notas e fontes —
Gonçalo Junior, “Maria Erótica e o Clamor do Sexo”;
Idem, “A Guerra dos Gibis”
Toni Rodrigues, “MeMo — Revista da Memória Gráfica”



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