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Continental


Títulos publicados pela Continental
A editora tem 13 títulos cadastrados no site, somando 88 edições no total.

Editora fundada em 1959. Em 1961 teve que mudar de nome para "Outubro" pois descobriram que já havia uma outra com o mesmo nome e com problemas na
justiça.

Em 1959, os empresários José Sidekerskis, Victor Chiodi, Heli Otávio de Lacerda, Cláudio de Souza, Arthur de Oliveira e Miguel Falcone Penteado criaram a editora Continental, que tempos depois seria rebatizada como editora Outubro. Esta editora só publicava quadrinhos de autores nacionais. A Continental começou colocando nas bancas revistas de todos os gêneros, e não apenas terror, como muita gente pensa.

Foi nela que surgiu Bidu, a primeira revista de Maurício de Sousa e o primeiro super-herói brasileiro, Capitão 7. Mas foi nas revistas de terror da Outubro, que se consagraram outros grandes nomes das HQ, como Flávio Colin, Júlio Shimamoto, Aylton Thomaz, Inácio Justo, Getúlio Delphim, Gedeone Malagola, Sérgio Lima, Juarez Odilon, Nico Rosso, Lyrio Aragão, Luís Saidenberg, Gutemberg Monteiro e tantos outros, sob a direção artística de Jayme Cortez.

É difícil apontar qual fator mais contribuiu para o declínio e desaparecimento da Outubro. Houve a saturação do mercado de revistas de terror, com revistas de qualidade duvidosa lançadas a todo momento por diversas editoras pequenas, a divergência entre os sócios quanto ao rumo da Empresa e quanto a questões financeiras e principalmente a reação das grandes editoras contra o Movimento pela Nacionalização dos Quadrinhos, movimento liderado por Miguel Penteado.

O estúdio de Shimamoto tornou-se a sede da Associação de Desenhistas de São Paulo (ADESP). Junto com as outras entidades irmãs fundadas no País, a ADESP passou a lutar pela nacionalização do mercado de quadrinhos no Brasil. A lei regulamentando a reserva de mercado para os quadrinhos nacionais chegou a ser baixada no governo Jânio, mas nunca foi cumprida, tudo desmoronou após o movimento de 1964. Com o fechamento das pequenas editoras a editora mudou de nome para Taika, que continuou ativa até ao final dos anos setenta republicando quadrinhos de terror.